A vida não é fácil.
Nunca foi.
Quem te disse que seria?
Tem surpresas.
Boas. Ruins.
Você não faz idéia de quando vai morrer.
Talvez o amanhã nunca chegue.
Quem sabe?
Lute.
Chegue com as mangas já regaçadas.
Tenha perseverança.
Vá atrás do que desejas.
Com unhas, dentes e o que mais convir.
E a vida pode ser surpreendente.
A morte então... nem se fala!
Mas há coisas piores.
Não venda sua alma, nem condene outras.
Ame.
Ainda há o amor.
Não me pergunte onde.
EU NÃO SEI!
E há esperança.
Incrível a capacidade que temos de ser esperançosos.
Que coisa magnífica e estranha essa.
Quando tudo continua perdido, ainda a temos.
Ainda sonhamos.
O mundo precisa de sonhadores para que tenha uma alma.


E sim,
Estava de mau-humor quando escrevi isso.
Terrível, aliás.

=)
Tem horas que tudo dá putaqueparilmente errado.
E daí? Sou persistente.
Mas quando você acha que nada pode piorar, você tem uma desagradável surpresa.
Quem se importa? Sou incansável.
Aí você luta, regaça as mangas, vai atrás... E se vê só.
Qual o problema? Sou forte.
E sendo forte, vejo como é difícil carregar a mim mesmo. Fazer as escolhas certas...
Deve ser o destino, pois acabo sempre com as erradas.
Foda-se, sou inatingível.
Mas é que as vezes, e somente as vezes, dói. O coração, a alma...
Fico com a sensação de estar perdido.
O que, pela lógica, é o requisito básico para um dia, me achar.


=)
Hoje trocava as cordas do meu violão.
E em um certo momento,
me senti como ele:
Tinha cordas novas,
ainda nao afinadas,
mas que certamente trariam um ótimo som.
Outras usadas,
afinadas, experientes,
mas que seriam substituídas,
pois novos acordes devem surgir,
e em breve, de qualquer jeito, estourariam.
Uma corda faltando.
Uma, de seis.
Poderia fazer normalmente um acorde sem ela,
tocar qualquer musica.
Mas é como se faltasse algo.
FALTA ALGO.
Que o violão, em si, não sabe o que é.
Mas sente.
E nessa hora, por incrível que pareça,
Eu e meu violão nos igualamos.
E através dele, me entendi um pouco mais.


Esse texto foi encenado pelo grupo de teatro que minha irmã participa (Grupo de Teatro do CAASO - USP São Carlos) em julho/2009.
Apresentação essa que não pude ir, espero que tenha ficado boa.

=)
A idéia é simplesmente não perder meus textos, que aliás gosto muito.

Os textos postados aqui sempre foram minha indicação no campo "Quem sou eu" do Orkut, e alguns que ainda não criei.

Em homenagem a Drummond:
Só escreva quando de todo não puder deixar de fazê-lo. E sempre se pode deixar.


Nem sempre... Nem sempre...